0 Diário de Uma adolescente Confusa. Cap 4




                                                                        Capítulo 4

     Mabel ainda incrédula ao ver os novos irmãos, fica parada de boca aberta. Seus olhos brilham e cai uma lágrima sobre seu rosto. Mário sem entender nada, pergunta:
- Mário: Bel você está bem ?! Querida por que está tão pálida ??
-Mabel: E... Eu... Eu não...

    Mabel não consegue dizer uma palavra se quer por inteiro e no momento seguinte desmaia. Mário fica assustado e pede que as crianças peguem suas coisas, ao fazer isso ele pega a filha no colo, e junto com as crianças eles 3 caminham até o carro. Lucena e Lorenzo sentam no banco de trás sem dizer uma palavra, Mário coloca com bastante cuidado Mabel no banco da frente, eles vão direto ao hospital. 



    Depois de algumas horas a garota acorda assustada, tremendo e chorando, ela chama pelo pai.
- Mabel: On... Onde eu... Eu estou ? Ca... Cadê meu pai ?
   A enfermeira entra em seu quarto, chega perto e pede que ela se acalme, seu pai chega.
- Mário: Graças a Deus! Minha filha acordou... Como se sente querida ? Fi quei tão preocupado! 
- Mabel: Horrível pai! Quem... Quem são aquelas crianças ? E cada elas ?
- Mário: Bel... São seus novos irmãos e estão em casa, com a governanta que contratei. Minha querida eu juro que eu não sabia que isso iria mexer com seus sentimentos, eu achei que você iria gostar! Me perdoe filha, só queria que você se sentisse mas perto de sua mãe.
Ele diz meio desapontado ao lembrar da falecida esposa.
 - Mabel: E... Eu... Eu te entendo pai, só fiquei um pouco assustada por que... Por que eles realmente parecem meus irmãos. Como é que eles se sentiram ao me ver ?
 - Mário: Eu não sei bem querida, nenhum dos dois tocou no assunto, ficaram tão quietos e impressionados ao ver você desmaiar.
 - Mabel: Ta bem pai...
 - Mário: Filha descança, o médico disse que amanhã você recebe alta, e poderemos ir para casa. 

    A garota concordou com a cabeça e se virou para o lado para poder descansar, estava tão pensativa ficou totalmente em choque ao ver os irmãos, a mesma cena se repetia na sua cabeça durante várias vezes. Até o entanto não sabia quais eram seus nomes ou suas idades. Naquele momento a única coisa que sabia, era que queria  ir para casa e conhecê-los, apesar de um certo medo Mabel sentia que eles a fariam muito bem, pois durante a 17 anos nunca teve irmãos por perto e agora ganhara dois. Eles pareciam ser crianças encantadoras, do mesmo jeito que informou a diretora do orfanato.
 Ela passa a noite toda acordada pensando... Por mas que tente não consegue dormir, ela fica na beirada da cama sentada esperando pelo dia. O sol começa a nascer e logo,  um lindo sol a brilhar com luzes claras invadem seu quarto de hospital. Começa a contar as horas no relógio, Mário chega e põe a mão sobre seu ombro.
- Mário: Bom dia querida. Estava pensativa filha ?
- Mabel: Bom dia papai, é acho que um pouco.
- Mário: Está pronta para ir para casa ?
- Mabel: Sim, eu estou! Meus irmãos estão em casa ?
- Mário: Sim, estão sim!
- Mabel: Não vejo a hora de conhecê-los pai, estou muito ansiosa!
- Mário: Que ótimo Bel, por que os dois também estão. Vamos ?

 Ela concorda com a cabeça, sorri para o pai e eles vão descendo até a recepção do hospital. 

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