CAPITULO
7
21/03/2005
A
varanda estava sendo iluminada pela brilho da lua. Uma brisa fresca tocou em
sua pele fazendo-a arrepiar.
Tony:
Sei que isso parece estranho, mas está sendo mais forte do que eu.
Cate:
Tony, do que você...
Cate
não conseguiu terminar de falar porque Tony a interrompeu com um beijo. Cate
queria afasta-lo mas não resistiu a tentação. Queria seu aquilo mais do que seu
irmão. Entrelaçou os braços no pescoço dele apertando seu corpo contra o dele
como se quisessem se tornar um só. Ela se entregou totalmente. Ele começo a
passar a mão nas costas de Cate, ia descendo até chegar debaixo do vestido. O beijo
se tornava cada vez mais intenso. Quando finalmente conseguiram parar Tony
disse:
Tony:
Eu quero você só pra mim Cate, Cate, Cate...
Beth: Cate, acorda
minha filha. Dormindo assim, só vai acordar amanha.
Cate acorda assustada
com o coração acelerado e pergunta
Cate: Ai meu Deus, que
horas são?
Beth: O suficiente para
você se atrasar, vamos levanta.
Cate levanta apressada
da cama e vai tomar banho e depois se arrumar.
Cate fica a aula toda
pensando no sonho que teve. Parecia ser tão real. Os arrepios que sentia, o
toque, o beijo. -Não, definitivamente
aquilo era só um sonho, um sonho proibido alias.- Pensa ela
Cate desperta de seus
pensamentos quando o sinal toca e Peter começa a chamar pelo seu nome
Peter: Catherine, será
que está tudo bem com você, ou já posso chamar a ambulância?
Cate: (risos) não se
preocupa to bem sim. É que eu fui dormir tarde ontem, e agora estou morrendo de
sono.
Stella: OI GENTE!! E ai
Cate, como foi ontem na casa do seu irmão?
Cate: Ah, foi bem
legal. Finalmente conheci minha madrasta e meu irmãos.
Stella: E eles são
legais?
Cate: Uhum, me
receberam muito bem.
O dia passou e Cate
resolveu ir para a lanchonete onde sua mãe trabalha.
Beth: Oi filha, o que
você está fazendo aqui?
Cate: Que jeito mais
gentil de você receber sua filha no trabalho (risos)
Beth: Desculpa querida,
olha eu estou muito ocupada então se você quiser alguma coisa pede para sua tia
Megan ok.
Cate: Não se preocupa
que eu vou ser boazinha! Tia Meg, será que você podia me dar o numero 8 e um
suco de laranja por favor?
Megan: Claro minha
linda, fique a vontade que eu já vou trazer.
Cate senta no banco do
balcão e espera sua tia lhe trazer o pedido, quando escuta a porta da
lanchonete se abrindo ela olha e tem uma surpresa. Ela vê Tony entrando, com
uma calça skinny e um all star preto, uma regata branca e uma jaqueta de couro.
Seu coração logo dispara e suas mãos começam a suar. Tony vai em direção a sua
mãe e a abraça, ela não consegue escutar sobre o que eles estão conversando,
mas vê sua mãe apontando para sua direção. Ela se vira rapidamente, e pega seu
pedido, quando sente o perfume do seu irmão e a voz firme no seu ouvido.
Tony: Oi maninha.
Cate: Oi maninho! Que coincidência
você por aqui!
Tony: Verdade, mas você
vem sempre aqui?
Cate: Não muito! As vezes
no domingo eu venho aqui. Por isso achei muita coincidência você vir no mesmo
dia que eu.
Tony: Eu já vi algo
sobre isso. É como se fosse um “poder de gêmeos” ou algo assim, um sente o que
o outro está sentindo.
Tony deu um sorriso meio
malicioso no canto da boca, e Cate ficou um pouco envergonhada, mas mesmo assim
conseguiu fazer uma brincadeira com isso.
Cate: Aé? Bom, então no
que eu estou pensando?
Tony: Em pedir outro
sanduiche desse! Estou certo?
Cate: (risos) é acho
que você é meu irmão gêmeo mesmo.
Cate e Tony ficaram ali
no balcão conversando por um tempo, até que Cate teve uma ideia.
Cate: Ei vamos!
Tony: Pra onde?
Cate: Quero te mostrar
um lugar!
Cate leva Tony para um
campo com vários tipos de flores e plantas. Com borboletas voando por toda a
parte. Cate pega algumas pétalas de rosa branca que achou no chão e subiu no
alto do campo e sentou-se debaixo de uma arvore com uma vista de frente para o por
do sol.
Tony: Nossa esse lugar
é lindo.
Cate: E muito especial também.
O vovô me trazia aqui quando a minha mãe tinha as crises dela, e quando ela era
internada. Na primeira vez que vim aqui encontrei uma rosa branca caída no chão.
O vovô disse que um anjo deixou ali para mim. E então a rosa branca se tornou
minha flor preferida.
Tony: É uma bela
historia! Cate eu queria te pedir desculpas.
Cate: Ué pelo o que?
Tony: Pelo fato de ter
te deixado sozinha nessa. Não queria que você sofresse sozinha, queria ter
ficado do seu lado te dando força e...
Cate o interrompe dizendo
Cate: Ei você não precisa
se desculpar, não foi culpa sua, e também já passou. E como minha amiga diz “a
cada sofrimento, um sorriso”, o sofrimento já passou e agora é hora de sorrir,
e é isso o que importa.
Tony: Você tem razão!
Os dois se abraçam
forte. Depois do abraço eles olham nos olhos um do outro e o inesperado
acontece.











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