CAPITULO
11
12/04/2005
Na lanchonete do
hospital, Cate encontra algumas caixas de remédio em cima de uma mesa, ela pega
esses remédios e vai até a recepção pegar uma caneta e um papel e vai até o
banheiro. Ela pega a caneta e começa a escrever.
Cate abre as caixas de
remédio e sem pensar coloca um por um em sua boca e começa a engoli-los com a
ajuda da água da torneira do banheiro.
Ela espera um tempo e
começa a ficar zonza, suada, e aos poucos perdendo a consciência. Ela vai em
direção ao quarto onde Tony estava, com a visão um pouco embaçada consegue ver
seu irmão da janela. Ela sorri e cai ali mesmo. O medico que estava atendendo
sai do quarto e vê Cate caída no chão do corredor, e começa a chamar os
enfermeiros.
O medico vê a cartela
de remédios caída no chão e logo constata que os órgãos de Cate estava morrendo
aos poucos. Philip vai até o corredor e vê Cate no chão com alguns médicos em
sua volta. Ele corre e pergunta:
Philip: Ai meu Deus,
Cate. Doutor o que está acontecendo?
Medico: Ela está sem
pulso! Precisamos tira-la daqui. Sua filha está morrendo. Ela tomou uma alta
dosagem desse remédio e está fazendo com que seus órgãos começam a falecer aos
poucos.
Os enfermeiros pegam
uma maca e leva Cate para um quarto. Philip encontra a carta que Cate escreveu
no chão e começa a ler. Quando Beth e Susan vê o movimento no corredor, correm
desesperadas.
Beth: O que está
acontecendo? O Tony piorou?
Philip: É a Cate? Ela, ela tentou se matar.
Beth desesperada grita:
O QUE? MINHA FILHA NÃO.
Philip: Olha só essa
carta.
Beth: Eu não acredito
que minha filha fez isso, primeiro meu filho agora a Cate. Por favor diz que
isso não passa de um pesadelo. Diz que isso não está acontecendo comigo. Eu não
posso perder os meus dois filhos. Eles são tudo o que eu tenho.
O medico sai do quarto
e vai falar com os pais de Cate.
Medico: A senhora não
vai perder seus dois filhos se aceitar minha proposta.
Philip: Proposta. Que
proposta?
Beth: O que? Pode falar
eu faço qualquer coisa pelos meus filhos.
Medico: Catherine é a
única que pode doar seu coração para Anthony. Pois são compatíveis e é um
coração saudável.
Beth: O que? Mas e
minha filha? O que vai acontecer com ela?
Medico: Os órgãos de
sua filha está entrando em falência, mas o coração podemos salvar. Infelizmente
não podemos fazer nada pela sua filha, mas se permitirem podemos salvar a vida
de Anthony.
Philip: Tudo bem. Podem
fazer a cirurgia.
Beth: O QUE? Mas e a
Cate? E aquele coração que está vindo da America do Sul? America do Sul não
fica tão longe eles vão chegar a tempo e...
Philip: Me escuta
Elisabeth, sei que é difícil pra você, está sendo difícil para mim também. Mas
apesar de que a America do Sul não ficar tão longe, ainda sim vai demorar horas
para o coração chegar, e quando chegar pode ser tarde de mais. Infelizmente não
tem nada para fazer com a Cate. E você não quer perder seus dois filhos ao
mesmo tempo. Catherine fez isso pelo irmão. Ela escolheu isso. Ela escolheu
perder a vida para fazer com que o irmão volte a viver.
Beth: Quer saber. Faça
o que você achar melhor.
Beth chorando sai
chorando sendo abraçada por Susan.
Philip: Eu autorizo a
cirurgia doutor.
Algumas horas se
passaram, Beth teve que ser medicada pois já não estava aguentando mais o
sofrimento. Ela não acreditava que não podia salvar a vida de sua filha, e que
tinha a chance de perder seu outro filho.
Depois da cirurgia o
medico chega e fala:
Medico: A cirurgia foi
um sucesso. Anthony não rejeitou o coração,
e ele vai ficar bem logo. E eu sinto muito pela sua filha senhor.
Philip: A gente pode
ver ele doutor?
Medico: Ele está
dormindo, mas vocês podem ver ele sim.
Philip vai até o quarto
de Anthony e vê seu filho dormindo. Quando começa a chorar, ele pega a carta
que sua filha escreveu e começa a ler, quando se espanta com o que Cate
escreveu.
Tony acorda e diz: Pai?
Porque você está chorando?
Philip: Filho. Volte a
dormir você precisa descansar.
Tony: Eu não quero mais
descansar. O que aconteceu? Porque eu estou com esses monte de fios?
Philip: Depois eu te explico.
Agora volte a dormir.











0 comentários:
Postar um comentário